quinta-feira, 2 de junho de 2011

ASAE alerta para suplementos com esteróides à venda na Internet

A empresa responsável pelo site Bodybuilding.com está a apelar a devolução de lotes de 65 suplementos nutricionais por suspeitas de conterem esteróides, noticia o Diário de Notícias. De acordo com a ASAE, estes suplementos poderão ter sido também vendidos em Portugal.De acordo com o Diário de Notícias, o alerta foi dado nos EUA dia 3 de Novembro pela Food and Drug Administration. O final de Janeiro a ASAE recebeu uma notificação do sistema europeu de alerta rápido no qual se podia ler: “de acordo com as informações existentes, vários consumidores de diferentes Estados-membros, incluindo Portugal, poderão ter adquirido estes produtos via Internet.”
O alerta lançado a nível europeu deve-se a um pedido de esclarecimento feito à FDA e à possibilidade de os suplementos terem sido adquiridos por consumidores dos países da União Europeia.

Gonçalo Carneiro

Chuva de esteróides

Em Portugal é fácil comprar esteróides anabolizantes. A lei condiciona a venda destes produtos à apresentação de uma receita médica. Mas há farmacêuticos que os vendem sem muitas perguntas...
Vendem-se em farmácias, compram-se em ginásios, consomem-se em qualquer lado. A obsessão narcisista por ter um corpo de deus grego ou a necessidade de exibir um físico que responda às exigências de algumas actividades profissionais ligadas ao ramo da segurança estão a banalizar o consumo de esteróides anabolizantes em Portugal.
A procura destas perigosas substâncias dopantes criou um mercado paralelo, marcado pelo facilitismo e por uma aparente ausência de fiscalização.
No balcão da farmácia, no balneário do ginásio ou na Internet é fácil comprar a "bomba" que transforma o corpo numa sequência de músculos definidos.
Deca Durabolin (conhecida como nandrolona), Proviron, Testoviron e Sustenon são os esteróides mais conhecidos daqueles que procuram transformar o corpo de forma rápida e desvalorizando os efeitos secundários. E são os mais vendidos ilegalmente por alguns farmacêuticos.


Gonçalo Carneiro