O caso de Alberto Contador tem novos desenvolvimentos.
A Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC), resolveu aplicar uma decisão interina ao ciclista depois de este ter acusado positivo a um teste de doping durante o Tour de França do ano, prova que ganhou.
A sanção aplicada pelo comité consiste na desclassificação e na suspensão durante um ano.
A União Ciclista Internacional (UCI), já veio falar sobre o assunto dizendo que esta decisão não é uma antecipação à sua própria decisão.
Este organismo esclarece que a sanção aplicada é apenas um procedimento habitual, para se tomar uma decisão definitiva.
A UCI lamenta também toda a especulação dos media em torno deste caso.
Ruben Nogueira
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Armstrong arrisca ser "símbolo de décadas de corrupção"
Lance Armstrong poderá vir a tornar-se num "símbolo de décadas de corrupção" no ciclismo. A convicção é de um antigo mecânico de uma ex-equipa do norte-americano que colaborou na investigação ao ciclista que terminou a sua carreira internacional neste fim-de-semana.
"O que acontecer, acontecerá. Mas o que ele se poderá tornar é num símbolo de décadas de corrupção no ciclismo profissional", vincou Mike Anderson numa entrevista ao jornal neo-zelandês Sunday Star-Times, quando foi questionado sobre a abertura de uma investigação federal a Armstrong.
O antigo mecânico, que se mudou para a Nova Zelândia após o afastamento de Armstrong, disse que teme o pior para o texano tendo em conta a reputação de Jeff Novitzky, agente da Food and Drug Administration (FDA, administração para a segurança alimentar e de medicamentos dos EUA), organismo que investiga as alegações feitas por Floyd Landis, corredor que perdeu o título da Volta à França 2006 por dopagem já quando não era colega de equipa de Armstrong e que no ano passado denunciou actos de dopagem por parte do texano e do seu pessoal de apoio.
"Falei com Novitzky ao telefone ao longo do último ano. O homem é descrito pelas pessoas como o Elliot Ness na sua área de investigação e se o tiveres no teu rasto estás metido num grande problema. Ele não assume coisas que não vai ganhar. Aqueles homens têm um rácio de condenações ridiculamente alto - não pegam em investigações supérfluas e não creio que isto venha a ter um bom desfecho para for Lance Armstrong", vincou Anderson.
A FDA está a investigar Armstrong e vários actuais e antigos membros do pessoal de apoio, incluindo o director desportivo, Johan Bruyneel, por suspeita de doping organizado e incitação à dopagem nas várias equipas por onde passaram. Como em seis das sete vezes que Armstrong ganhou a Volta à França a sua formação era patrocinada pela companhia de correios dos EUA, a US Postal, a investigação também incide sobre suspeitas de fraude com dinheiros públicos.
O inquérito é liderado por Jeff Novitzky, que mostrou o lado implacável quando era investigador do Internal Revenue Service (IRS), uma das várias agências federais que investigou o esquema de doping alicerçado nos laboratórios BALCO que vendia serviços ao desporto de elite, fazendo cair várias estrelas do atletismo, basebol e futebol americano. A reputação de Novitzky tornou-se ainda mais visível quando, na sequência deste caso, a justiça federal foi atrás de Trevor Graham, célebre "criador de recordistas do mundo" do atletismo de velocidade, e levou Marion Jones a ter de admitir que se dopou, a perder as cinco medalhas ganhas nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e a ter de cumprir seis meses de prisão por dois crimes de falso testemunho.
Gonçalo Carneiro
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Nova lei antidopagem
Entrou em vigor este ano uma nova lei antidopagem que promete ser mais dura. A anterior lei penalizava aqueles que a utilizavam e deixava impunes aqueles que a traficavam.
Com esta nova lei, em ambos os casos, são penalizados. O tráfico de substâncias dopantes movimenta mais dinheiro que o tráfico de droga, segundo a Interpol.
Como as penas sofreram uma duplicação, as pessoas que cometam este crime não poderam cumprir penas suspensas, porque estas se applicam a casos em que a asetença é inferior a 5 anos, estando agora a pena marcada entre 1 e 6 anos.
Para ver a lei na integra clique AQUI
Ruben Nogueira
Com esta nova lei, em ambos os casos, são penalizados. O tráfico de substâncias dopantes movimenta mais dinheiro que o tráfico de droga, segundo a Interpol.
Como as penas sofreram uma duplicação, as pessoas que cometam este crime não poderam cumprir penas suspensas, porque estas se applicam a casos em que a asetença é inferior a 5 anos, estando agora a pena marcada entre 1 e 6 anos.
Para ver a lei na integra clique AQUI
Ruben Nogueira
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Vencedores do Mr. Olympia 1965 - 2010
O Mr. Olympia é o maior concurso de culturismo do mundo.
Aqui está um video com todos aqueles que já o venceram, desde o principio, em 1965.
por João Marques
Aqui está um video com todos aqueles que já o venceram, desde o principio, em 1965.
por João Marques
"Ainda estamos muito atrás no combate ao tráfico" - Entrevista a Luís Horta
O presidente da ADoP elogia o laboratório português, mas admite que os cientistas não conseguem detectar todas as substâncias proibidas. A antecipação é uma das armas usadas contra batoteiros, mas no combate ao tráfico há muito por fazer.
Se a ADoP e a AMA competissem num carro de Fórmula 1 e os "batoteiros" noutro, qual estaria mais perto de cortar a meta?
Em determinados aspectos estamos muito atrás, como no tráfico, e em outros já por vezes vamos à frente, nomeadamente na cooperação com a indústria farmacêutica ou na dopagem genética. Ainda existem métodos de dopagem genética, mas já houve uma série de simpósios onde os grandes especialistas de manipulação genética estiveram presentes. Quando um investigador de genética é contactado por um treinador, um atleta ou um agente desportivo, sabe que lhe estão a pedir para fazer uma utilização ilícita de um propósito muito nobre que ele tem que é curar doenças incuráveis e salvar vidas. A nível laboratorial, sabemos que não podemos ganhar a luta fazendo análises, pois há muitas substâncias que ainda não temos capacidade para detectar. Estão na lista proibida porque, se num país estiverem criminalizadas, podem servir para as policias actuarem.
A AMA elegeu um novo presidente há algum tempo. Que mudanças ocorreram na agência?
A AMA fez o seu décimo aniversário há alguns meses e em dez anos a luta contra a dopagem mudou muito. E os que são críticos da AMA deviam pensar onde estávamos há dez anos. Claro que é preciso fazer muito mais, mas penso é gratificante ver as recentes conquistas da cooperação com a indústria farmacêutica, o facto de a Interpol ter um agente só para a luta contra a dopagem, a convenção internacional da UNESCO, redigida em tempo recorde. Há medidas e iniciativas com as quais não concordo, mas isso faz parte da vida.
Entrevista foi feita por Duarte Ladeiras (jornalista do DN)
Se a ADoP e a AMA competissem num carro de Fórmula 1 e os "batoteiros" noutro, qual estaria mais perto de cortar a meta?
Em determinados aspectos estamos muito atrás, como no tráfico, e em outros já por vezes vamos à frente, nomeadamente na cooperação com a indústria farmacêutica ou na dopagem genética. Ainda existem métodos de dopagem genética, mas já houve uma série de simpósios onde os grandes especialistas de manipulação genética estiveram presentes. Quando um investigador de genética é contactado por um treinador, um atleta ou um agente desportivo, sabe que lhe estão a pedir para fazer uma utilização ilícita de um propósito muito nobre que ele tem que é curar doenças incuráveis e salvar vidas. A nível laboratorial, sabemos que não podemos ganhar a luta fazendo análises, pois há muitas substâncias que ainda não temos capacidade para detectar. Estão na lista proibida porque, se num país estiverem criminalizadas, podem servir para as policias actuarem.
A AMA elegeu um novo presidente há algum tempo. Que mudanças ocorreram na agência?
A AMA fez o seu décimo aniversário há alguns meses e em dez anos a luta contra a dopagem mudou muito. E os que são críticos da AMA deviam pensar onde estávamos há dez anos. Claro que é preciso fazer muito mais, mas penso é gratificante ver as recentes conquistas da cooperação com a indústria farmacêutica, o facto de a Interpol ter um agente só para a luta contra a dopagem, a convenção internacional da UNESCO, redigida em tempo recorde. Há medidas e iniciativas com as quais não concordo, mas isso faz parte da vida.
Entrevista foi feita por Duarte Ladeiras (jornalista do DN)
Gonçalo Carneiro
Cabecilha de rede de doping encontrado morto
Alberto León era o principal operacional da rede de dopagem que Guarda Civil desmantelou em Dezembro e em cuja investigação procura confirmar se Francis Obikwelu era um dos clientes. O ex-ciclista de BTT foi encontrado morto, aparentemente por suicídio.
León já era uma das peças centrais do esquema descoberto em 2006 pelas autoridades espanholas e que deu origem à Operação Puerto. Foi o maior escândalo de sempre no ciclismo de elite, com a descoberta de 58 clientes, mas havia fortes indícios do envolvimento de outros desportos.
Em Abril de 2010, após uma denúncia, a Guarda Civil voltou à carga com nova investigação e em Dezembro levou a cabo uma série de buscas, incluindo aos domicílios de atletas de renome, como Marta Domínguez, campeã mundial em título dos 3000 metros obstáculos, e Alberto Garcia, antigo campeão europeu dos 5000m.
Tal como em 2006, na Operação Puerto, o mentor do esquema do caso Galgo era o médico Eufemiano Fuentes, com ajuda da sua irmã Yolanda. Alberto León já tinha estado envolvido na Operação Puerto e, com Fuentes longe do terreno e a comandar a rede a partir das Canárias, tinha sido recentemente "promovido" a principal operacional. Há cinco anos havia um treinador de renome envolvido - Manolo Sanz, director desportivo da equipa de ciclismo Liberty Seguros-Würth -, na Operação Galgo também: Manuel Pascuas Piqueras, técnico de atletismo de maior sucesso em Espanha, antigo treinador dos portugueses Carla Sacramento e Francis Obikwelu, contra o qual a Guarda Civil encontrou indícios de ligação ao caso (ver relacionados).
A morte de Alberto León foi comunicada ontem pelos seus familiares, segundo o El País. O corpo do ex-ciclista foi encontrado na sua casa, em San Lorenzo del Escorial, perto de Madrid. Depois de ter sido detido em flagrante quando se preparava para fazer uma transfusão sanguínea a Alemayehu Bezabeh, a sua mulher pediu-lhe a separação.
Gonçalo Carneiro
León já era uma das peças centrais do esquema descoberto em 2006 pelas autoridades espanholas e que deu origem à Operação Puerto. Foi o maior escândalo de sempre no ciclismo de elite, com a descoberta de 58 clientes, mas havia fortes indícios do envolvimento de outros desportos.
Em Abril de 2010, após uma denúncia, a Guarda Civil voltou à carga com nova investigação e em Dezembro levou a cabo uma série de buscas, incluindo aos domicílios de atletas de renome, como Marta Domínguez, campeã mundial em título dos 3000 metros obstáculos, e Alberto Garcia, antigo campeão europeu dos 5000m.
Tal como em 2006, na Operação Puerto, o mentor do esquema do caso Galgo era o médico Eufemiano Fuentes, com ajuda da sua irmã Yolanda. Alberto León já tinha estado envolvido na Operação Puerto e, com Fuentes longe do terreno e a comandar a rede a partir das Canárias, tinha sido recentemente "promovido" a principal operacional. Há cinco anos havia um treinador de renome envolvido - Manolo Sanz, director desportivo da equipa de ciclismo Liberty Seguros-Würth -, na Operação Galgo também: Manuel Pascuas Piqueras, técnico de atletismo de maior sucesso em Espanha, antigo treinador dos portugueses Carla Sacramento e Francis Obikwelu, contra o qual a Guarda Civil encontrou indícios de ligação ao caso (ver relacionados).
A morte de Alberto León foi comunicada ontem pelos seus familiares, segundo o El País. O corpo do ex-ciclista foi encontrado na sua casa, em San Lorenzo del Escorial, perto de Madrid. Depois de ter sido detido em flagrante quando se preparava para fazer uma transfusão sanguínea a Alemayehu Bezabeh, a sua mulher pediu-lhe a separação.
Gonçalo Carneiro
Obikwelu diz que com doping "valia" o recorde do Mundo
O velocista português reafirma que "está limpo" e diz que caso tivesse recorrido ao doping poderia ter corrido abaixo do actual recorde do Mundo dos 100 metros.
"Toda a gente sabe quem é o Francis Obikwelu... se eu tomasse o que eles pensam, não corria em 9,86 segundos (o seu recorde nacional e europeu), mas em 9,50... (abaixo do recorde mundial)", desabafou hoje, na apresentação do calendário português de pista coberta.
O atleta viu no final do ano passado o seu nome associado na imprensa espanhola à "Operação Galgo", uma investigação sobre o circuito de dopagem no desporto em Espanha, em que estava envolvido Manuel Pascua Piqueras, o marido da treinadora do velocista português enquanto este residiu em Madrid.
Essa associação "já é passado", diz, pelo que não se vai "preocupar mais com isso". "Ninguém fez tantos controlos como eu fiz na vida. Cheguei a fazer dois por dia".
A relação entre o seu nome e o grupo de treino de Pascua é errada, assegura: "Eu não treinava com ele, as pessoas fazem confusão. Nunca vi nada (de doping), ele treinava o meio-fundo e eu treinava na velocidade, com a mulher".
"Sempre continuei a falar com a Maria José Martinez, para saber como está a família. É uma grande treinadora e grande mulher. Não vou deixar de falar com ela, não tenho nenhum problema", acrescenta.
Fonte: DN
Gonçalo Carneiro
O atleta viu no final do ano passado o seu nome associado na imprensa espanhola à "Operação Galgo", uma investigação sobre o circuito de dopagem no desporto em Espanha, em que estava envolvido Manuel Pascua Piqueras, o marido da treinadora do velocista português enquanto este residiu em Madrid.
Essa associação "já é passado", diz, pelo que não se vai "preocupar mais com isso". "Ninguém fez tantos controlos como eu fiz na vida. Cheguei a fazer dois por dia".
A relação entre o seu nome e o grupo de treino de Pascua é errada, assegura: "Eu não treinava com ele, as pessoas fazem confusão. Nunca vi nada (de doping), ele treinava o meio-fundo e eu treinava na velocidade, com a mulher".
"Sempre continuei a falar com a Maria José Martinez, para saber como está a família. É uma grande treinadora e grande mulher. Não vou deixar de falar com ela, não tenho nenhum problema", acrescenta.
Fonte: DN
Gonçalo Carneiro
Subscrever:
Mensagens (Atom)
